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A Organização Concelhia de Braga do PCP realizou a sua XIII Assembleia no passado sábado, no auditório da Junta de Freguesia da Sé. O encontro elegeu uma nova Comissão Concelhia – órgão de direcção do Partido no concelho – e aprovou uma Resolução Política, com uma análise da situação social e política e um balanço do trabalho da organização dos três últimos anos, assim como um conjunto de objectivos de trabalho para os próximos anos.
A discussão durante a Assembleia reflectiu as principais preocupações dos comunistas relativamente à actual situação política e social do país e, mais concretamente, às consequências que as medidas deste governo e da troika, fruto do pacto de agressão assinado entre PS, PSD, CDS e FMI, BCE e CE e da persecução das políticas de direita que têm empurrado o país para um rumo de desastre e de pobreza. Consequências estas, como o encerramento diário de empresas (segundo dados do IIC, mais de 800 fecharam só no ano passado); o desemprego e a precariedade - que no concelho de Braga atingem números alarmantes, em especial com os exemplos de despedimentos colectivos a que temos assistido, como são exemplo a FDO, a Orfama ou a Fehst Componentes; o encerramento de serviços públicos, como escolas, centros de saúde, postos de correios, repartições de finanças ou tribunais; dificuldades nos principais sectores para a economia local – construção civil e comércio e serviços ou a destruição de serviços públicos com a criação de parcerias público/privadas, como é o caso do Hospital de Braga.
Muito discutidas também foram as preocupações com a saúde, em especial por causa dos utentes sem médico de família e a dificuldade de estes marcarem consultas, a falta de medicamentos nas farmácias e nos hospitais, os custos com as taxas moderadoras e a crescente e preocupante falta de acesso das populações aos cuidados de saúde.
Realizada a Assembleia um dia depois do Dia Internacional da Mulher, as questões da luta das mulheres por salários mais dignos e horários de trabalho mais justos mereceram também destaque, assim como a defesa do direito à igualdade, consagrado na Constituição da República Portuguesa. Documento que constitui a lei fundamental do país e onde estão consagrados todos os direitos, garantias e liberdades dos portugueses, remete-nos igualmente para os valores de Abril, que o PCP defende e retoma como caminho para uma alternativa patriótica e de esquerda para o país.
Num ano que começou já com grandes jornadas de luta, o PCP reafirmou, no sábado, e mais uma vez, a sua disponibilidade para lutar ao lado dos trabalhadores e das populações contra todas as medidas que os prejudicam e penalizam no trabalho e na vida. Para isto, concordaram os comunistas que precisam também de reforçar a sua organização, de chamar mais gente a tomar partido, por forma a reforçar igualmente a luta de massas, construindo a alternativa que o país precisa.
Dentro deste objectivo, preparam-se também os militantes comunistas para as eleições autárquicas deste ano, num quadro de fortes ataques ao poder local, com a lei da extinção de freguesias, de financiamento das autarquias e de atribuições e competências destas.
No âmbito da CDU, o PCP encara este processo eleitoral como mais um momento de luta na defesa do poder local, onde aliará a defesa do direito ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação, à cultura e ao desporto, com programas verdadeiramente alternativos e que respondam às preocupações da população, em mais um caminho que contribua para uma forte contestação ao governo e às suas políticas, e a todos os que promovem o mesmo caminho de desastre para o país e cada um dos seus distritos e concelhos, e pela construção de uma alternativa patriótica e de esquerda.
A Assembleia lançou ainda um forte apelo à mobilização em torno da candidatura da CDU por parte de todos os bracarenses que anseiam uma mudança real na gestão política local, valorizando os candidatos aos Órgãos Municipais já anunciados pela CDU e o seu projecto alternativo proposto para Braga.
Foi num ambiente de grande preocupação com a situação social e política actual, mas também de muita combatividade e esperança na alternativa que querem construir, que os comunistas de Braga encerraram a sua Assembleia e comemoraram, de seguida, num jantar convívio com um momento cultural, com poesia e música de intervenção, os 92 anos do Partido Comunista Português – realizados no passado dia 6 – e o centenário de Álvaro Cunhal, que conta com centenas de comemorações por todo o país durante este ano.
A Organização Concelhia de Braga do PCP realizou a sua XIII Assembleia no passado sábado, no auditório da Junta de Freguesia da Sé. O encontro elegeu uma nova Comissão Concelhia – órgão de direcção do Partido no concelho – e aprovou uma Resolução Política, com uma análise da situação social e política e um balanço do trabalho da organização dos três últimos anos, assim como um conjunto de objectivos de trabalho para os próximos anos.A discussão durante a Assembleia reflectiu as principais preocupações dos comunistas relativamente à actual situação política e social do país e, mais concretamente, às consequências que as medidas deste governo e da troika, fruto do pacto de agressão assinado entre PS, PSD, CDS e FMI, BCE e CE e da persecução das políticas de direita que têm empurrado o país para um rumo de desastre e de pobreza.
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