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A privatização do estacionamento não podia dar noutra coisa PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 14 Março 2013 21:50
A privatização do estacionamento não podia dar noutra coisa
Em diversos momentos, o PCP alertou para as consequências da privatização das zonas de estacionamento pago na via pública. Por diversas vezes, o PCP avisou que a transferência desta competência do Município para uma empresa privada ia trazer enormes prejuízos para a cidade e para os bracarenses.
Está agora bem à vista o resultado dessa decisão da Câmara Municipal de Braga.
Depois de um início de ano conturbado, marcado pela trapalhada do alargamento das zonas de parcómetros da cidade, medida que contestámos e da qual duvidamos que tenha cobertura legal, eis que começam a surgir queixas e reclamações dos cidadãos relativas à gestão do estacionamento feita pela concessionária.
A implementação dos parcómetros nas novas ruas está a revelar-se um autêntico desastre: lugares onde o estacionamento era proibido passaram, agora que são pagos, a permitido; supressão significativa dos lugares destinados a cargas e descargas transformando-os em lugares de estacionamento pago; lugares destinados a cidadãos portadores de deficiência convertidos em lugares de estacionamento pago; moradores que adquiriram avença são confrontados com multas.
Acresce ainda o impacto junto do comércio local, onde o cenário era já desolador. As ruas estão agora desertas e os resultados da colocação de mais parcómetros faz-se já sentir nas receitas de muitos pequenos negócios do centro da cidade.
Insólita é ainda a situação que se passa na Rua de Goa, na freguesia de São lázaro. Esta rua, apesar de não estar incluída no conjunto de zonas de estacionamento pago, foi também ela sujeita a marcações de lugares de estacionamento idênticos aos das ruas vizinhas, as ruas 25 de Abril e de Diu. Tal facto induz em erro os automobilistas, que, perante a sinalização de estacionamento pago na rua 25 de Abril, julgam que o estacionamento na rua de Goa está também sujeito a pagamento.
Como se comprova, o PCP tinha razão quando disse, em Assembleia Municipal, que esta privatização era “mais um serviço municipal transformado num negócio para um grande grupo económico, que a curto e médio prazo traria mais custos para as populações, residentes e comerciantes”.

protestoparcmetros_6fev2013Em diversos momentos o PCP alertou para as consequências da privatização das zonas de estacionamento pago na via pública.
Por diversas vezes o PCP avisou que a transferência desta competência do Município para uma empresa privada ia trazer enormes prejuízos para a cidade e para os bracarenses.
Está agora bem à vista o resultado dessa decisão da Câmara Municipal de Braga.
Depois de um início de ano conturbado, marcado pela trapalhada do alargamento das zonas de parcómetros da cidade, medida que contestámos e da qual duvidamos que tenha cobertura legal, eis que começam a surgir queixas e reclamações dos cidadãos relativas à gestão do estacionamento feita pela concessionária.

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Alterações nos Transportes Urbanos de Braga prejudicam os utentes e os comerciantes PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 14 Março 2013 10:15
Alterações nos Transportes Urbanos de Braga prejudicam os utentes e os comerciantes
A mais recente reestruturação da rede de transportes públicos em Braga, baseada num estudo encomendado pela Administração da TUB – EM, o que, aliás, não se compreende visto a empresa municipal dispor de quadros e meios para o fazer,está a produzir consequências muito negativas junto dos utentes deste serviço público, bem como de alguns comerciantes.
A reestruturação desencadeada pela empresa municipal, com o aval da Câmara de Braga, implicou a supressão de dezasseis linhas, a alteração de percursos e a desactivação de paragens dos autocarros. Estas medidas, para além de representarem uma restrição significativa no serviço público prestado pela TUB, o que pode indiciar uma política de desinvestimento na mesma, assumem ainda repercussões graves na vida dos cidadãos de Braga.
Num momento em que a utilização de transportes colectivos devia ser incentivada, face às crescentes dificuldades económicas das famílias e aos problemas ambientais, a Câmara de Braga faz precisamente o seu contrário, procurando, talvez, contribuir para os resultados financeiros da empresa que explora o estacionamento pago na via pública, assim como as que gerem os parques de estacionamento subterrâneo.
Perante uma reestruturação que não pensou no serviço prestado às populações, nem sequer na melhoria das condições de mobilidade no concelho, e que, pelo contrário, apenas procurou reduzir a despesa da empresa municipal, os utentes da TUB são agora confrontados com autocarros repletos nas horas de ponta, ficando por diversas vezes sem lugar, ou com situações incompreensíveis como a limitação do serviço em horários nocturnos, sendo que agora, para muitos locais da cidade (onde se inclui o novo hospital) os últimos autocarros partem às 20h15, ou ainda as alterações de percursos que, por exemplo, fazem com
que agora não haja circulação de autocarros junto às escolas na freguesia de Real.
Da mesma forma estão a ser prejudicados os comerciantes da Avenida General Norton de Matos e Praça da Galiza, bem como os cidadãos que necessitam de estabelecer ligação dos transportes urbanos com a central de camionagem. É que desde o dia 4 de Março, as três paragens lá existentes foram desactivadas, obrigando os utentes a deslocarem-se a pé desde a Avenida Central ou a esperarem por uma ligação apenas até ao Largo dos Penedos. Tal decisão está a provocar enorme descontentamento junto dos utentes que agora têm que se concentrar numa única paragem no Largo dos Penedos, onde agora param todos os autocarros, facto que também congestiona o trânsito sistematicamente. Também os comerciantes estão revoltados, porque agora aquela que em tempos era uma zona muito movimentada, agora está praticamente abandonada, o que os faz mesmo por hipótese de encerrarem os seus negócios. Em apenas uma semana já perderam milhares de euros.
Face à situação, o PCP apela à Câmara Municipal de Braga e à Administração dos TUB para que reconsiderem as decisões recentemente tomadas e ouçam os apelos que lhes chegam dos utentes e dos comerciantes.
paragemTUBA mais recente reestruturação da rede de transportes públicos em Braga, baseada num estudo encomendado pela Administração da TUB – EM, o que, aliás, não se compreende visto a empresa municipal dispor de quadros e meios para o fazer,está a produzir consequências muito negativas junto dos utentes deste serviço público, bem como de alguns comerciantes.
A reestruturação desencadeada pela empresa municipal, com o aval da Câmara de Braga, implicou a supressão de dezasseis linhas, a alteração de percursos e a desactivação de paragens dos autocarros. Estas medidas, para além de representarem uma restrição significativa no serviço público prestado pela TUB, o que pode indiciar uma política de desinvestimento na mesma, assumem ainda repercussões graves na vida dos cidadãos de Braga.
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Um PCP mais forte para as batalhas que se avizinham PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Terça, 12 Março 2013 11:48
A Organização Concelhia de Braga do PCP realizou a sua XIII Assembleia no passado sábado, no auditório da Junta de Freguesia da Sé. O encontro elegeu uma nova Comissão Concelhia – órgão de direcção do Partido no concelho – e aprovou uma Resolução Política, com uma análise da situação social e política e um balanço do trabalho da organização dos três últimos anos, assim como um conjunto de objectivos de trabalho para os próximos anos.
A discussão durante a Assembleia reflectiu as principais preocupações dos comunistas relativamente à actual situação política e social do país e, mais concretamente, às consequências que as medidas deste governo e da troika, fruto do pacto de agressão assinado entre PS, PSD, CDS e FMI, BCE e CE e da persecução das políticas de direita que têm empurrado o país para um rumo de desastre e de pobreza. Consequências estas, como o encerramento diário de empresas (segundo dados do IIC, mais de 800 fecharam só no ano passado); o desemprego e a precariedade - que no concelho de Braga atingem números alarmantes, em especial com os exemplos de despedimentos colectivos a que temos assistido, como são exemplo a FDO, a Orfama ou a Fehst Componentes; o encerramento de serviços públicos, como escolas, centros de saúde, postos de correios, repartições de finanças ou tribunais; dificuldades nos principais sectores para a economia local – construção civil e comércio e serviços ou a destruição de serviços públicos com a criação de parcerias público/privadas, como é o caso do Hospital de Braga.
Muito discutidas também foram as preocupações com a saúde, em especial por causa dos utentes sem médico de família e a dificuldade de estes marcarem consultas, a falta de medicamentos nas farmácias e nos hospitais, os custos com as taxas moderadoras e a crescente e preocupante falta de acesso das populações aos cuidados de saúde.
Realizada a Assembleia um dia depois do Dia Internacional da Mulher, as questões da luta das mulheres por salários mais dignos e horários de trabalho mais justos mereceram também destaque, assim como a defesa do direito à igualdade, consagrado na Constituição da República Portuguesa. Documento que constitui a lei fundamental do país e onde estão consagrados todos os direitos, garantias e liberdades dos portugueses, remete-nos igualmente para os valores de Abril, que o PCP defende e retoma como caminho para uma alternativa patriótica e de esquerda para o país.
Num ano que começou já com grandes jornadas de luta, o PCP reafirmou, no sábado, e mais uma vez, a sua disponibilidade para lutar ao lado dos trabalhadores e das populações contra todas as medidas que os prejudicam e penalizam no trabalho e na vida. Para isto, concordaram os comunistas que precisam também de reforçar a sua organização, de chamar mais gente a tomar partido, por forma a reforçar igualmente a luta de massas, construindo a alternativa que o país precisa.
Dentro deste objectivo, preparam-se também os militantes comunistas para as eleições autárquicas deste ano, num quadro de fortes ataques ao poder local, com a lei da extinção de freguesias, de financiamento das autarquias e de atribuições e competências destas.
No âmbito da CDU, o PCP encara este processo eleitoral como mais um momento de luta na defesa do poder local, onde aliará a defesa do direito ao trabalho, à saúde, à educação, à habitação, à cultura e ao desporto, com programas verdadeiramente alternativos e que respondam às preocupações da população, em mais um caminho que contribua para uma forte contestação ao governo e às suas políticas, e a todos os que promovem o mesmo caminho de desastre para o país e cada um dos seus distritos e concelhos, e pela construção de uma alternativa patriótica e de esquerda.
A Assembleia lançou ainda um forte apelo à mobilização em torno da candidatura da CDU por parte de todos os bracarenses que anseiam uma mudança real na gestão política local, valorizando os candidatos aos Órgãos Municipais já anunciados pela CDU e o seu projecto alternativo proposto para Braga.
Foi num ambiente de grande preocupação com a situação social e política actual, mas também de muita combatividade e esperança na alternativa que querem construir, que os comunistas de Braga encerraram a sua Assembleia e comemoraram, de seguida, num jantar convívio com um momento cultural, com poesia e música de intervenção, os 92 anos do Partido Comunista Português – realizados no passado dia 6 – e o centenário de Álvaro Cunhal, que conta com centenas de comemorações por todo o país durante este ano.
xiiiassorgconcbragaA Organização Concelhia de Braga do PCP realizou a sua XIII Assembleia no passado sábado, no auditório da Junta de Freguesia da Sé. O encontro elegeu uma nova Comissão Concelhia – órgão de direcção do Partido no concelho – e aprovou uma Resolução Política, com uma análise da situação social e política e um balanço do trabalho da organização dos três últimos anos, assim como um conjunto de objectivos de trabalho para os próximos anos.A discussão durante a Assembleia reflectiu as principais preocupações dos comunistas relativamente à actual situação política e social do país e, mais concretamente, às consequências que as medidas deste governo e da troika, fruto do pacto de agressão assinado entre PS, PSD, CDS e FMI, BCE e CE e da persecução das políticas de direita que têm empurrado o país para um rumo de desastre e de pobreza.
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