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CDU acusa PS e Coligação “Juntos por Braga” de agirem de má-fé no processo de aquisição da “fábrica Confiança” PDF Versão para impressão Enviar por E-mail
Quinta, 19 Abril 2012 18:23
fabricaconfiancaDesde o primeiro momento em que o Executivo Municipal anunciou a vontade de adquirir o imóvel da fábrica Confiança que a CDU tem procurado dar o seu contributo no processo de aquisição, nunca pondo em causa o valor patrimonial, histórico e simbólico do edifício, e sempre em defesa dos interesses do município, como aliás se comprova pelas avaliações do imóvel que procurámos introduzir no debate, assim como pelas várias propostas que apresentámos no âmbito do concurso de ideias.
Recorde-se que a CDU assumiu a sua discordância relativamente ao valor de compra do imóvel, considerando que, embora este se manifestasse como de inequívoco interesse público, não podíamos compactuar com o negócio ruinoso elaborado em conjunto por Vítor Sousa e Ricardo Rio.
A CDU alertou, no devido momento, para o exorbitante valor de compra do imóvel (3,5 Milhões €!), apelando para que se reavaliasse o mesmo. Não foi essa a vontade dos responsáveis do PS, PSD e CDS, que entenderam prosseguir com o negócio.
Não o fez a Câmara, fizemo-lo nós. Fomos falar com dois peritos na área da avaliação de imóveis e apurámos que ao imóvel em causa seria atribuído um valor máximo de 1,5 milhões € no limite.
É portanto com enorme espanto que tomámos conhecimento da proposta de expropriação da imóvel aprovada em reunião de Câmara, suportada por uma avaliação na ordem dos 3,6 M€. Tal facto só vem reforçar os contornos obscuros que marcaram este dossier desde a sua abertura.
Como é possível que a avaliação do imóvel que sustenta a proposta do expropriador – a Câmara de Braga – seja lesiva aos seus próprios interesses?
É quase como se a Câmara fizesse questão de pagar ao proprietário do imóvel um valor superior aos 3,5 M€!
Isto só tem uma caracterização possível: gestão danosa!
(É caso para perguntarmos: se o expropriador fosse um destes senhores - Mesquita Machado, Vítor Sousa ou Ricardo Rio –; algum deles teria encomendado uma avaliação que lhes fosse prejudicial? Que os fizesse pagar mais pela aquisição do imóvel).

Estes senhores andam a brincar com o dinheiro dos munícipes!
E fazem-no apenas porque procuram passar para a oposição a responsabilidade de um eventual acréscimo de valor no preço a pagar pelo imóvel.
Para o efeito, eis que surge uma nova avaliação elaborada à medida das declarações proferidas pelo Presidente da Câmara quando procurava defender o indefensável negócio chorudo dos 3,5 M€.
Recordemo-nos que o Presidente da Câmara advertiu que responsabilizaria os opositores do negócio caso a expropriação viesse a ser feita por um valor mais elevado do que os 3,5 M€.
O que está agora em causa é apenas a batalha política. Os partidos que estão comprometidos com o negócio milionário, depois de este ter sido interrompido, querem limpar a sua imagem, apontado as culpas para aqueles que defenderam a expropriação desde a primeira hora como a solução mais benéfica para o município.
A verdade - que PS, PSD e CDS não querem assumir - é que o negócio não foi impedido pela desistência do proprietário do imóvel.
(desistiu?! Porquê? Terá aparecido um comprador que oferece uma quantia maior do que os 3,5M€? Onde está ele?)
A verdade - que PS, PSD e CDS querem esconder - é que a desistência do negócio se deveu às dúvidas levantadas e ao pedido de esclarecimentos pelo Tribunal de Contas.
E, antes que fosse tarde e se viesse a descobrir os reais motivos do súbito interesse da Câmara de Braga pela fábrica Confiança, puseram fim à negociata.
Esta é a verdade.
Perante os factos, e porque, uma vez mais, queremos encontrar a melhor solução para o município e consequentemente para os munícipes, a CDU, na próxima sexta-feira, em sede de Assembleia Municipal vai apresentar uma recomendação à Câmara para que seja solicitada uma nova avaliação do imóvel que defenda os interesses do município.
 

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